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...RAIOS DE SOL

Assuntos do quotidiano, amor, família, amigos e várias experiências de vida. Fica por aqui ;)

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21
Ago21

Aniversário do blogue e desafio VIDA

CÉLIA

 

 

                            5 ANOS DE BLOG

                      ... Raios de Sol

 

blog5anos.jpg

 

 

 

Bom dia !!!!

 

DESAFIO VIDA

 

 

Hoje  é dia de Parabéns do blog  e de vos apresentar todos os textos que participam no Desafio Vida, que consiste nisso mesmo, um texto ou poema sobre a Vida.

Agradeço muito a todos que me enviaram os textos e poemas. Aqui ficam as vossas lindas palavras...

 

 

parque.jpg

 

Texto , de ...

Marta Segão

 

Vida…

 

A vida é como uma contagem decrescente para o seu próprio fim.

Como um cronómetro, que se liga no momento em que nos é dada, e que um dia chegará ao zero.

Como uma ampulheta, que nos diz que o tempo está a passar e que, um dia, se esgotará definitivamente.

 

Quantas vidas temos nós?

Quantas vezes poderemos parar ou reprogramar o cronómetro?

Será possível virar a ampulheta da vida ao contrário, para termos mais tempo de vida?

 

A vida é um ciclo, com princípio e fim. 

Se esse ciclo se renova, ninguém sabe.

 

A vida é um caminho, que nos é permitido percorrer e explorar.

A vida é um jogo que nos é permitido jogar.

A vida é, toda ela, uma experiência.

 

É um conjunto de sentimentos. De emoções. De acontecimentos que nos marcam, e nos definem. 

É um conjunto de memórias que vamos guardando. De pessoas que vamos conhecendo. De lugares e coisas que vamos descobrindo.

A vida é algo que podemos gerar, mas sobre o qual, a partir desse momento, deixamos de ter qualquer poder.

 

Viver é amar, e ser amado.

É ser feliz, e partilhar essa felicidade.

É agarrar a oportunidade, que não sabemos se voltaremos a ter.

E fazer o que de melhor conseguirmos com ela.

Porque cada vida é única, e não se voltará a repetir.

Marta, o meu canto

 

 

serta.jpg

 

 

 

Texto seguinte, de...

João Afonso Machado

 

 

 

A VIDA

 

Só o nome – endoscopia – já assustava. Era a primeira vez, precedida da papelada bastante para generalizar o alarme, com a vida assim colocada em tão pouco tranquilizante visão. Sobretudo nestas alturas, o Passado regressa à tona e a vida olha-se como foi, medita, fará mesmo promessas em troca da sua sobrevivência no Presente.

A vida está embatucada. Muito ciente da sua carreira, do seu currículo, e já perdeu a conta aos anos que demorou a erigi-los. Somente… não dá a obra por terminada. A vida reclama mais tempo e a endoscopia responde-lhe com pontos de interrogação, reticências.

Furiosa, a vida folheia capítulos da sua adolescência e da juventude; e lança àquelas ameaçadoras tubagens fascículos inteiros da sua maturidade e do seu labor. Anos e anos a dar no duro, engolindo azares, provações, contrariedades, os seus momentos de felicidade são agora um inoportuno argumento, é o Presente exigindo, aos murros na mesa, o tempo do Futuro, uma prorrogação do prazo, faltam pedras nas paredes da torre e o telhado está por cobrir.

Exasperante endoscopia! Já deslizando garganta abaixo, já cheiricando o abdómen e suas adjacências. Escorregadia como o silêncio de uma cobra matreira, de olhar fixo, quase inexpressivo de tão parado. E desprovida de palavras, a provocar engasgamentos, o médico que a coordena somente recomendando sossego – Esta quase, está quase! 

Vale à vida a enfermeira, com os dedos no cabelo da padecente, cabelos brancos que a senhora alisa, acaricia. Parecendo querer tranquilizar, há vida para além da endoscopia… E talvez haja mesmo, tão personalizada se assumiu a vida, rejeitando a sedação, querendo-se vida vivida, acordada, consciente, senhora de si até para passar um mau bocado. Um Presente que deseja rapidamente Passado; rumo ao Futuro, ainda que assustada, ardendo de impaciência para também o guardar – quando outro Futuro substituir esse já velho Futuro - num arquivo qualquer, dos muitos em que deixa esquecidos os seus lances mais estúpidos.

A vida não é masoquista, dá-se mal com certas expectativas, alturas há em que quer-se a correr desabridamente, em total desprezo pelos excessos de velocidade, pelos minutos, pelas horas em que será penalizada.

O suplício da endoscopia, a espera do seu resultado, com certeza constituem um desses momentos de desenfreada aceleração. A vida quer o Céu, recusa o Inferno, mas não se vai dando mal na Terra, toda material. Tais as ideias que lhe ocorrem, ainda por força da maldita endoscopia. Deitada de lado na maca da clínica, a vida, percebendo que não é senhora de si mesmo, tudo promete: comer e beber moderadamente, caminhar todos os dias, olhar para um lado e para o outro ao atravessar as ruas. A vida é tenaz, combativa, orgulhosa e – aqui entre nós – um pouco vaidosa também. 

 

Joao Afonso Machado

Fugas do meu Tinteiro

 

maria.jpg

Texto seguinte, de ...

Maria

 
Vida
 
Sugeriram-me que escrevesse um texto, tendo como tema "Vida". Nada é mais belo que o "dom da vida" , nada se compara à beleza do nascimento de um bebé ou ao desabrochar de uma flor.

Quando a primavera se anuncia, depois de um tempo frio e chuvoso, com pouco sol, os campos lentamente começam a ficar verdes e depois a florir numa explosão de cores, sente-se a vida a desabrochar em cada ramo, em cada pétala, é a alegria no ar.

Não pedimos para nascer mas a própria natureza se encarregou de nos colocar no mundo, e em cada dia devemos agradecer por este dom que nos foi concedido, um milénio parece muito tempo, mas não é mais do que uma gota neste universo que nos permite habitar.

A vida para ser vida precisa de estar em constante renovação em todas as espécies e por muito que nos custe aceitar sabemos que é assim e que a nossa passagem pelo mundo é curta e não passa disso mesmo (uma passagem) outros virão depois de nós assim como nós chegamos depois de outros terem partido, após terem cumprido a sua missão.

Temos uma noção um bocado egoísta da nossa passagem pelo mundo, estamos sempre a querer mais coisas, mesmo sabendo o quanto dessas coisas são supérfluas, que não necessitamos delas para viver, que até nem somos mais felizes por causa disso. Esgotamos os recursos do planeta, produzimos lixo que não acaba mais, libertamos para o ar partículas tóxicas, envenenamos o ar que respiramos e a água que corre nas nascentes, contaminamos o oceano e por conseguinte matamos os peixes que foram criados para nosso alimento.... seremos felizes fazendo deliberadamente tudo isto... ou será que temos essa consciência e continuamos a fazer porque esta sociedade assim o impõe???

Não tenhamos ilusões, só temos uma vida aqui na terra e não sabemos se longa ou curta, costuma-se dizer que "viver não custa, custa é saber viver". Mas o que é saber viver???? O saber viver é diferente para cada um de nós, e o que é bom para ti não o é para mim, por isso o "saber viver" está dentro de cada um, está em procurar dentro de si mesmo o que o faz realmente feliz sem atropelar ninguém.

Abrigo das letras
 
 

ferias9.jpg

 

 Texto seguinte, de ..
 
 

Vida


Tudo dentro de quatro palvras apenas
com sonoridade, agradável, com luz, com esperança
com o nascer e o morrer como protagonistas
Tudo é vida
o que gostas, o que não gostas
a que tens, a que gostarias de ter
o teu, o meu suspiro
a tua, a minha gargalhada
as vossas, as nossas lágrimas
As cores do arco-iris reflectidas por todo o lado
A mãe Natureza no comando a dar o seu melhor
e por vezes, o ser humano a dar o seu pior
Tudo isto é...  vida

 

Isabel, pessoas e coisas da vida

 

FOTOS NOKIA 012.jpg

Texto seguninte, de ...

Maribel

A Vida

 

A beleza efémera de existir

Num ato de amor que se expande a cada sorriso e a cada mão estendida

 

A vida é entrega, pelo desafio, pela fé,

A vida é coragem, é caminho…

 

Cada vida tem o seu Dom que se agiganta,

Seja a ajuda, a arte, a dedicação, o exemplo.

 

Não desistas nunca de a cumprir em pleno,

Porque no final o julgamento será sempre:

O quanto amaste?

 

Maribel, Educar com Vida

 

cris.jpg

Texto seguinte, de 

Cristina Aveiro

 

A Vida

 

 

"A Vida irrompe nos lugares mais improváveis e não há nada que o possa impedir. Das profundezas escaldantes do oceano junto a nascentes termais submarinas aos desertos áridos onde a Vida parece impossível aos gelos eternos das calotes polares nada detém a Vida e ela impõe-se em todos os lugares desta nossa Terra Azul.

Entre duas pedrinhas da calçada, entre blocos de pedras de um monumento secular a Vida irrompe como se tivesse encontrado as condições ideais para que acontecesse. Chega com garra, lutando pelo seu espaço, por pouco que seja, com excesso ou falta de água, com calor ou frio extremo a Vida encontra os seus caminhos e persiste resiliente com o seu único objetivo de perpetuar-se, vingar, povoar a nossa Terra Azul.

A Vida da gente é diferente da Vida em geral porque somos o ser mais estranho da Terra. Dependemos da Vida de todos os outros seres vivos, mas vemo-nos como os mais importantes de todos, os únicos que importam. Acreditamos que as nossas capacidades singulares nos conferem direitos sobre tudo o que demais existe e acreditamos de uma forma tonta e infantil que somos os que melhor podem escolher o destino para todos os demais. A Terra Azul está a mostrar-nos que não temos escolhido bem e que não temos estimado e protegido a nossa casa. Há mais gente a perceber que não estamos a respeitar a Vida, a nossa e a dos demais que compartilham a Terra Azul connosco! A Vida encontra sempre os seus caminhos, tenho Fé que se encarregará de ir ensinando ao Homem a sua pequenez e insignificância e que haverá que mudar de Vida para a Vida continuar aqui na casa que nos foi dada e que todos temos de respeitar e proteger."

 

Cristina, Contos por contar

 

terraazul1.jpg

Texto seguinte, de 

 

Sandra Maria

 

"Vida, de Confusão Preenchida

Poemas, ponteiros
Caminhos, perdigueiros
Poesia ou prosa
Cravo em ouro-rosa
Caminhos embutidos
Sonhos perseguidos
Passos despidos
Olhos de avelã
Amor num divã
Ponto final, reticências
Certezas, conveniências
Dar a mão, apartar a palavra
Sol que ladra
Ribeira apressada
Sílabas à Solta
Lua revolta
E faz-se a vida

De confusão preenchida 
Às vezes sem sentido
Outras, com tudo definido
Mas é para ser vivida
Em sustenido ou bemol,
Em doces Raios de Sol."
 
Sandra, Sílabas à solta
 

WP_20191205_17_12_53_Pro.jpg

 

 
 
Texto seguinte, de 
 
 
 
 

Com um encher os pulmões de ar vem à vida a esta dimensão, e com um esvaziar a vida acaba. Simples mas complexo. O oxigénio que foi o começo da evolução, que permite que os seres vivam. No pequeno e no grande. No calmo, no agitado, no que se encontra no meio. Pode ser colorida ou a preto e branco, de diversos tamanhos e formas.

Para desfrutar do que esta ao redor. Crescer e estar em constante aprendizagem. Os contrastes de paisagem: entre o campo e a cidade, entre o mar e a montanha, entre o ar fresco e o ar carregado, entre o nascer e pôr do sol, entre a natureza e a humanidade. 

Vida que com quatro letras, traz a vislumbre imprescidível da autenticidade. 

 

Bii Yue, Because your smile make me live

 

 

Meninos e meninas, as fotos são quase todas tiradas por mim, da minha autoria pois quis colocar tudo isto muito bonito. O texto da Cristina Aveiro tem uma foto da sua autoria e a Maria também tem o texto com a sua foto, da sua autoria. 

 

E agora no próximo post que vou publicar vocês vão ter uma grande surpresa.

Hoje é dia de festa por isso vejam já a seguir....

 

Beijinhos grandes              

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Neste livro para crianças, está a importância de preservar, respeitar, amar a natureza e os animais; valorizando todos os seres vivos, o amor, a vida e a simplicidade na vida de cada um.

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