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Assuntos do quotidiano, amor, família, amigos e várias experiências de vida. Fica por aqui ;)

Desejos de Natal

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Boa tarde!  

 

Estamos a chegar ao dia de NATAL.  Desejo-vos uma semana boa, com muita saúde  e muitas alegrias.

Tenham cuidado com as gripes, eu estou com uma. Anda tudo a tossir e com o lenço no nariz. 

FELIZ NATAL!!!!!!!

Happy New Year!!!!!!

Que vocês tenham toda a sorte do mundo para este novo ano de 2024!!!!!! Muita saúde, trabalho e amor!!!!!

Que tenha muitas coisas boas com todos o que mais amam.

Sejam muito felizes!!!!

 

Neste Natal, seja bom para si também, cuide de si e mime-se um pouco. Por vezes esquecemo-nos de nós próprios.

 

Beijinhos

 

Conto de NATAL

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Estava uma menina à lareira, olhava para os vidros da janela e via no horizonte, como a neve começava a cair.  Aqueceu as mãos pequenas e juntava as pernas uma a outra, para sentir o calor das chamas. Decidiu escrever uma carta para ela. Ordenou na carta que fizesse uma aventura nova em cada mês do ano novo, que estava prestes a começar. Escreveu a data e fechou para abrir, só quando acaba-se o ano novo. 

Quando terminou mais um ano lembrou-se da carta, abriu no dia um, estavam escritos doze objectivos e sonhos que tinha prometido cumprir. Analisou e viu que não tinha feito nada do que tinha pensado fazer. Como queria fazer algo por si, decidiu realizar o último desejo, que era passar o Ano Novo numa terra distante com um familiar. Correu para o telefone, ligou ao avô e chegou à conclusão que precisava ir vê-lo. Ele morava a duzentos quilómetros de distância e pediu aos pais para passar o fim de semana com o avô. Como os pais não podiam, pediu ao irmão mais velho que fosse com ela de comboio, só para ir o fim de semana. Passaram alguns dias e quando já tinha perdido a esperança, uma tia que foi a casa da menina, para visitar todos de casa, fez questão de levá-la com ela e então em troca, a menina pediu se podia levá-la até a casa do avô. 

- Claro que sim. Eu preciso de ir lá mesmo e vamos as duas.

A menina conseguiu ver o avô. Ele ficou radiante e fez uma grande festa com os meninos, que costumam brincar com a menina, pelas férias. 

- Vês avô eu prometi e cumpri. Quando queremos muito que algo aconteça, acho que tudo podemos fazer. Não é avô?

- Sim querida. Tudo se faz com amor e presistência. E mais vale tarde do que nunca...

 

 

 

 

 

 

 

Conto de Natal- Os palhaços e as bruxinhas

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Numa ilha distante, havia três palhaços e duas bruxas. Habitavam todos juntos, numa pequena casa feita de madeira e revestida com muita era. Em frente à casa, estava numa placa escrito: «cuidado com as bruxas».

Certo dia, apareceu um anão em frente à casa, que achou aquilo tão engraçado e então decidiu pregar uma partida. Colocou um alguidar grande cheio de tinta azul no chão, mesmo frente à porta. Bateu as palmas e chamou:

« - Ó de casa!!! Ó de casa!!!»

Ele fez tanto barulho e gritou tanto, que vieram os palhaços a correr e cairam para cima do alguidar cheio de tinta. Claro está que não gostaram nada da brincadeira e andaram à procura de quem tinha feito aquela partida. O anão fugiu e ficou a assistir a tudo bem escondido.

Passaram uns dias e os palhaços danados, queriam ainda saber quem tinham feito aquela brincadeira. Estavam todos a almoçar e as bruxas decidiram ver na bola de cristal, quem tinha feito aquilo. Depois do almoço viram todos na grande bola de cristal, o anão a rir-se e a fugir, depois de ter posto aquele alguidar cheio de tinta.

A bruxa mais sabida, telefonou ao pai Natal e contou tudo o que se tinha passado. O Natal estava quase a chegar e então o pai Natal disse à bruxinha para não se preocupar, que o anão iria ter uma grande surpresa no Natal.

Preparam tudo para a chegada do Natal  e do pai Natal. Os palhaços e as bruxas fizeram uma festa de consoada e já náo se lembravam mais do que se tinha passado.

No dia de Natal bateram à porta dos palhaços e das bruxas.  Era o anão, a pedir desculpa e trouxe uma grande surpresa para todos.  O anão trouxe um grande perú recheado, prontinho a comer para todos se consolarem e mais ainda, ofereceu-se para ajudar nas tarefas de casa até à passagem de Ano. Coisa que o pai Natal tinha obrigado o anão a cumprir, para que não tivesse sete anos de azar.

Claro que esta última parte, o anão não contou, mas isso agora não interessa nada. O que interessa é que assim, os palhaços e as bruxas passaram um Natal e uma passagem de ano, tranquila e descansada com uma bela refeição.

Moral da história...tudo tem a sua consequência para o bem e para o mal. Os meninos que se portam mal pagam por aquilo que fazem...

 

 

 

O meu livro todos os dias

Recordações de infância:

Nasci em Lisboa e vivi em algumas casas de parentes. Uma das casas foi a do meu avô paterno em Tomar, muma aldeia. Era muito pequena e lembro-me de um cão branco e preto, das poças no Inverno em que os botins ficavam cheios de lama. Das bincadeiras com os primos e vizinhos. Subia às árvores e comia amêndoas, castanhas assadas, nozes e pinhões. Adorava estar na lareira e sentava-me em cadeiras pequenas próximo do lume. De manhã estava sempre muito frio. O meu avô tinha galinhas e uma delas era muito pequenina. Nós chamávamos de cócózita. A tia Rosária tinha uma mula e eu subia para cima dela e passeava com a tia Rosária. 

A família era enorme porque o meu pai tinha quatro irmãos e cada um tinha dois filhos. Eramos muitos e por vezes estavamos quase todos juntos. A casa do meu avô tinha outra casa mesmo ao lado que era de uma das minhas tias. Eramos tantos mas cabiamos nas duas casas, para dormir. Lemnro-me dos casamentos das primas e dos primos, eu e a minha irmã eramos as mais novas de todos os primos. Ainda crianças.

O tempo passou e o meu avô faleceu aos oitenta anos. Depois nunca mais nos reunimos mas de vez enquando iamos a Tomar  e ao Entroncamento a casa dos tios e primos. A minha prima e madrinha ficou a viver em Tomar junto à  casa do avô. 

A minha avó de Tomar faleceu muito nova e nunca a conheci. Nas fotos é muito parecida com o meu pai.

As festas de Tomar, o mercado e o convento são boas recordações. O jardim de Tomar também é a atração principal da cidade. O meu pai foi viver para Lisboa muito novo depois de morrer a minha avó e ficou a viver em Lisboa até hoje. Só se ausentou de Lisboa uns cinco anos por que emigrou para a Venezuela quando eu nasci.